Maio de 1888

Maio de 1888

7 de maio
O ministério apresentou hoje ŕ Câmara o projeto de aboliçăo. É a aboliçăo pura e simples. Dizem que em poucos dias será lei.
13 de maio
Enfim, lei. Nunca fui, nem o cargo me consentia ser propagandista da aboliçăo, mas confesso que senti grande prazer quando soube da votaçăo final do Senado e da sançăo da Regente. Estava na Rua do Ouvidor, onde a agitaçăo era grande e a alegria geral.
Um conhecido meu, homem de imprensa, achando-me ali, ofereceu-me lugar no seu carro, que estava na Rua Nova, e ia enfileirar no cortejo organizado para rodear o paço da cidade, e fazer ovaçăo ŕ Regente. Estive quase, quase a aceitar, tal era o meu atordoamento, mas os meus hábitos quietos, os costumes diplomáticos, a própria índole e a idade me retiveram melhor que as rédeas do cocheiro aos cavalos do carro, e recusei. Recusei com pena. Deixei-os ir, a ele e aos outros, que se juntaram e partiram da Rua Primeiro de Março. Disseram-me depois que os manifestantes erguiam-se nos carros, que iam abertos, e faziam grandes aclamaçőes, em frente ao paço, onde estavam também todos os ministros. Se eu lá fosse, provavelmente faria o mesmo e ainda agora năo me teria entendido... Năo, năo faria nada; meteria a cara entre os joelhos.
Ainda bem que acabamos com isto. Era tempo. Embora queimemos todas as leis, decretos e avisos, năo poderemos acabar com os atos particulares, escrituras e inventários, nem apagar a instituiçăo da História, ou até da Poesia. A Poesia falará dela, particularmente naqueles versos de Heine, em que o nosso nome está perpétuo. Neles conta o capităo do navio negreiro haver deixado trezentos negros no Rio de Janeiro, onde "a Casa Gonçalves Pereira" lhe pagou cem ducados por peça. Năo importa que o poeta corrompa o nome do comprador e lhe chame Gonzales Perreiro; foi a rima ou a sua má pronúncia que o levou a isso. Também năo temos ducados, mas aí foi o vendedor que trocou na sua língua o dinheiro do comprador.
14 de maio, meia-noite
Năo há alegria pública que valha uma boa alegria particular. Saí agora do Flamengo, fazendo esta reflexăo, e vim escrevę-la, e mais o que lhe deu origem.
Era a primeira reuniăo do Aguiar; havia alguma gente e bastante animaçăo. Rita năo foi; fica-lhe longe e năo dá para isto, mandou-me dizer. A alegria dos donos da casa era viva, a tal ponto que năo a atribuí somente ao fato dos amigos juntos, mas também ao grande acontecimento do dia. Assim o disse por esta única palavra, que me pareceu expressiva, dita a brasileiros:
— Felicito-os.
— Já sabia? perguntaram ambos.
Năo entendi, năo achei que responder. Que era que eu podia saber já, para os felicitar, se năo era o fato público? Chamei o melhor dos meus sorrisos de acordo e complacęncia, ele veio, espraiou-se, e esperei. Velho e velha disseram-me entăo rapidamente, dividindo as frases, que a carta viera dar-lhes grande prazer. Năo sabendo que carta era nem de que pessoa, limitei-me a concordar:
— Naturalmente.
— Tristăo está em Lisboa, concluiu Aguiar, tendo voltado há pouco da Itália; está bem, muito bem.
Compreendi. Eis aí como, no meio do prazer geral, pode aparecer um particular, e dominá-lo. Năo me enfadei com isso; ao contrário, achei-lhes razăo, e gostei de os ver sinceros. Por fim, estimei que a carta do filho postiço viesse após anos de silęncio pagar-lhes a tristeza que cá deixou. Era devida a carta; como a liberdade dos escravos, ainda que tardia, chegava bem. Novamente os felicitei, com ar de quem sabia tudo.
16 de maio
Fidélia voltou para casa, levando e deixando saudades. Os tręs estăo muito amigos, e os dois parecem pais de verdade; ela também parece filha verdadeira. O desembargador, que me contou isto, referiu-me algumas palavras da sobrinha acerca da gente Aguiar, principalmente da velha, e acrescentou:
— Năo é dessas afeiçőes chamadas fogo de palha; nela, como neles, tudo tem sido lento e radicado. Săo capazes de me roubarem a sobrinha, e ela de se deixar roubar por eles. Também se năo forem eles, será o pai. Creio que meu irmăo já vai amansando. A última vez que me escreveu, depois de falar muito mal do imperador e da princesa, năo lhe esqueceu dizer que "agradecia as lembranças mandadas". Fidélia năo lhe mandara lembranças, estava ainda no Flamengo; eu é que as inventei na minha carta para ver o efeito que produziriam nele. Há de amansar; isto de filhos, conselheiro, năo imagina, é o diabo; eu, se perdesse o meu Carlos, creio que me ia logo desta vida.
17 de maio
Vou ficar em casa uns quatro ou cinco dias, năo para descansar, porque eu năo faço nada, mas para năo ver nem ouvir ninguém, a năo ser o meu criado José. Este mesmo, se cumprir, mandá-lo-ei ŕ Tijuca, a ver se eu lá estou. Já acho mais quem me aborreça do que quem me agrade, e creio que esta proporçăo năo é obra dos outros, e só minha exclusivamente. Velhice esfalfa.
18 de maio
Rita escreveu-me pedindo informaçőes de um leiloeiro. Parece-me caçoada. Que sei eu de leiloeiros nem de leilőes? Quando eu morrer podem vender em particular o pouco que deixo, com abatimento ou sem ele, e a minha pele com o resto; năo é nova, năo é bela, năo é fina, mas sempre dará para algum tambor ou pandeiro rústico. Năo é preciso chamar um leiloeiro.
Vou responder isto mesmo ŕ mana Rita, acrescentando algumas notícias que trouxe da rua, — a carta do Tristăo, por exemplo, os agradecimentos do barăo ŕ filha, e esta grande peta: que a viúva resolveu casar comigo... Mas năo; se lhe digo isto, ela năo me crę, ri, e vem cá logo. Justamente o que eu năo desejo. Preciso de me lavar da companhia dos outros, ainda mesmo dela, apesar de gostar dela. Mando-lhe só dizer que o leiloeiro morreu; provavelmente ainda vive, mas há de morrer algum dia.
21 de maio
Ontem escrevi ŕ mana Rita anunciando-lhe a morte do homem, e hoje de manhă abrindo os jornais, dei com a notícia de haver falecido ontem o leiloeiro Fernandes. Chamava-se Fernandes. Sucumbiu a năo sei que moléstia grega ou latina. Parece que era bom chefe de família, honrado e laborioso, e excelente cidadăo; a Vida Nova chama-lhe grande, mas talvez ele votasse com os liberais.
Mana Rita, já pela minha carta, já pelas notícias de hoje, correu a ter comigo. Senhoras năo deviam escrever cartas; raras dizem tudo e claro; muitas tęm a linguagem escassa ou escura. Rita pedira-me notícias do leiloeiro, por lhe dizerem que ele morava no Catete, e adoecera gravemente há dias. Como era meu vizinho, podia ser que eu soubesse dele: foi o motivo da pergunta, mas esqueceu dizę-lo.
Hesitei entre confessar a minha invençăo ou deixá-la encoberta pela coincidęncia, mas foi só um minuto, nem isso, foi um instante. Rita é minha irmă, năo me ficaria querendo mal e acabaria rindo também. Ouviu a minha verdade, sem zanga, mas também sem riso. A razăo disto é um pormenor, que năo vale a pena dizer miudamente e só o bastante para explicar a carta e a seriedade. Trata-se de contas entre ela e o finado, objetos que ela mandou vender, e năo sabe se ele vendeu ou năo, nem como havę-los ou o dinheiro; bastará ir ao armazém. Há de haver escrituraçăo donde conste tudo; prometi acompanhá-la amanhă. Ficou satisfeita, começou entăo a sorrir, depois disse-me os objetos que eram, quadros velhos, romances lidos.
Jantou comigo. Antes de irmos para a mesa, vimos passar o enterro do Fernandes. Teve a pachorra de contar os carros; ai de mim, também eu os contava em pequeno; ela é que parece năo haver perdido esse costume estatístico. O Fernandes levava trinta e sete ou trinta e oito carros.
Deixo aqui esta página com o fim único de me lembrar que o acaso também é corregedor de mentiras. Um homem que começa mentindo disfarçada ou descaradamente acaba muita vez exato e sincero.
22 de maio
Em caminho, mana Rita contou-me o que já sabe da carta de Tristăo e da resposta que D. Carmo lhe mandou. Sabe mais que eu. D. Carmo leu-lhe as duas cartas. Tristăo pede mil desculpas do longo silęncio de anos e lança-o ŕ conta de tarefas e distraçőes. Ultimamente, já formado em Medicina, foi em viagem a várias terras, onde viu e estudou muito. Năo podendo escrever as viagens, contar-lhas-á um dia, se cá vier. Pede notícias dela e do padrinho, pede-lhes os retratos, e manda-lhes pelo correio umas gravuras; assim também lembranças do pai e da măe que estăo em Lisboa. A carta é longa, cheia de ternuras e saudades. A resposta, disse-me mana Rita que é em tom verdadeiramente maternal. Năo sabe mostrar-se magoada; é toda perdăo e carinho. Só lhe faz uma queixa; é que, pedindo os retratos dela e do marido, năo lhe mandasse logo o seu, o último dos seus, porque os antigos cá estăo. Diz muitas coisas longas, lembra os tempos de infância e de estudo, e no fim insinua-lhe que venha contar-lhe as viagens. As gravuras săo da casa Goupil.
Rita esteve com ela no dia 15, entre uma e duas horas da tarde, depois que a viúva saiu de lá para a casa do tio desembargador. Apesar da separaçăo desta e suas saudades, sentia-se alegre com a afeiçăo que cresce entre ambas, e igualmente alegre com a ressurreiçăo do afilhado. Chama-lhe ressurreiçăo por imaginar que o moço inteiramente os esquecera. Via agora que năo, e parecia-lhe a mesma alma daqui saída. Falando ou calando, tinha intervalos de melancolia, e, de uma vez, acha mana Rita que lhe viu apontar uma lágrima, uma pequenina lágrima de nada...
23 de maio
Les morts vont vite. Tăo depressa enterrei o leiloeiro como o esqueci. Assim foi que, escrevendo o dia de ontem, deixei de dizer que no armazém do Fernandes achamos todos os objetos de mana Rita notados e vendidos, e o dinheiro ŕ espera da dona. Pouco é; recebę-lo-á oportunamente. Talvez năo houvesse necessidade de escrever isto; fica servindo ŕ reputaçăo do finado.
Outra coisa que me ia esquecendo também, e mais principal, porque o ofício dos leilőes pode acabar algum dia, mas o de amar năo cansa nem morre. A culpa foi de mana Rita que, em vez de começar por aí, só me deu a notícia no Largo de Săo Francisco, indo a entrar no bonde. Parece que Fidélia mordeu uma pessoa; foram as próprias palavras dela.
— Mordeu? perguntei sem entender logo.
— Sim, há alguém que anda mordido por ela.
— Isso há de haver muitos, retorqui.
Năo teve tempo de me dizer nada, trepara ao bonde e o bonde ia sair; apertou-me a măo sorrindo, e disse adeus com os dedos.
24 de maio, ao meio-dia
Esta manhă, como eu pensasse na pessoa que terá sido mordida pela viúva, veio a própria viúva ter comigo, consultar-me se devia curá-la ou năo. Achei-a na sala com o seu vestido preto do costume e enfeites brancos, fi-la sentar no canapé, sentei-me na cadeira ao lado e esperei que falasse.
— Conselheiro, disse ela entre graciosa e séria, que acha que faça? Que case ou fique viúva?
— Nem uma coisa nem outra.
— Năo zombe, conselheiro.
— Năo zombo, minha senhora. Viúva năo lhe convém, assim tăo verde; casada, sim, mas com quem, a năo ser comigo?
— Tinha justamente pensado no senhor.
Peguei-lhe nas măos, e enfiamos os olhos um no outro, os meus a tal ponto que lhe rasgaram a testa, a nuca, o dorso do canapé, a parede e foram pousar no rosto do meu criado, única pessoa existente no quarto, onde eu estava na cama. Na rua apregoava a voz de quase todas as manhăs: "Vai... vassouras! vai espanadores!”
Compreendi que era sonho e achei-lhe graça. Os pregőes foram andando, enquanto o meu José pedia desculpa de haver entrado, mas eram nove horas passadas, perto de dez. Fui ŕs minhas abluçőes, ao meu café, aos meus jornais. Alguns destes celebram o aniversário da batalha de Tuiuti. Isto me lembra que, em plena diplomacia, quando lá chegou a notícia daquela vitória nossa, tive de dar esclarecimentos a alguns jornalistas estrangeiros sequiosos de verdade. Vinte anos mais, năo estarei aqui para repetir esta lembrança; outros vinte, e năo haverá sobrevivente dos jornalistas nem dos diplomatas, ou raro, muito raro; ainda vinte, e ninguém. E a Terra continuará a girar em volta do Sol com a mesma fidelidade ŕs leis que os regem, e a batalha de Tuiuti, como a das Termópilas, como a de Iena, bradará do fundo do abismo aquela palavra da prece de Renan: "Ó abismo! tu és o deus único!’’
Aí fica um desconcerto acabando em desconsolo, — tudo para anotar pouco mais que nada. Posso dizer com D. Francisco Manuel: "Eu de meu natural sou miúdo e prolixo; o estar só e a melancolia, que de si é cuidadosa”... Aí deixo uma página feita de duas, ambas contrárias e filhas da mesma alma de sexagenário desenganado e guloso. Ao cabo, nem tăo guloso nem tăo desenganado. Conversaçőes do papel e para o papel.
26 de maio
Aqui ficam os sinais do sujeito mordido pela viúva Noronha. Vinte e oito anos, solteiro, advogado do Banco do Sul, donde lhe vieram as relaçőes com o gerente Aguiar; boa feiçăo, boas maneiras, acaso tímido. É filho de um antigo lavrador do Norte, que reside agora no Recife. Dizem que tem muito talento e grande futuro. Chama-se Osório.
Esteve no Flamengo, na noite de 14, primeira reuniăo do Aguiar. Năo vi nada que fizesse suspeitar a inclinaçăo que se lhe atribui, mas parece que já entăo lhe queria, e a paixăo é crescente. Continua a vę-la em casa do desembargador, onde a conheceu. Quem sabe se năo sai dali um noivo, e mana Rita perde a aposta que fez comigo? Fidélia pode muito bem casar sem esquecer o primeiro marido, nem desmentir a afeiçăo que lhe teve.
29 de maio
Ontem, na reuniăo do Aguiar, pude verificar que o jovem advogado está mordido pela viúva. Năo tęm outra explicaçăo os olhos que lhe deita; săo daqueles que nunca mais acabam. Realmente, é tímido, mas de uma timidez que se confunde com respeito e adoraçăo. Se houvesse dança, ele apenas lhe pediria uma quadrilha; duvido que a convidasse a valsar. Conversaram alguns minutos largos, e por duas vezes, e ainda assim foi ela que principalmente falou. Osório gastou o mais do tempo em mirá-la, e fazia bem, porque o gesto da dama era cheio de graça, sem perder a tristeza do estado.
Também eu lhe falei o meu pouco, ŕ janela. Ambos éramos de acordo que năo há baía no mundo que vença a do nosso Rio de Janeiro.
— Năo vi muitas, disse ela, mas nenhuma achei que se aproxime desta.
Sobre isto dissemos coisas interessantes, — ela, ao menos, — mas estou que também eu. Quis perguntar-lhe se nos mares que percorreu viu algum peixe semelhante ŕquele que anda agora em volta dela, mas năo há intimidade para tanto, e a cortesia opunha-se. Conversamos da cidade e suas diversőes. Năo vai a teatro, qualquer que seja, nada sabe de dramas nem de óperas; năo insisti no assunto. Apenas me servi da segunda parte, a parte lírica, para lhe falar dos seus talentos de pianista, que ouvira gabar muito.
— Săo impressőes de amigos, respondeu sorrindo.
Depois confessou-me que há muito năo toca, e provavelmente esquecerá o que sabe. Talvez năo fosse sincera nesta conjetura, mas tudo se há de perdoar ao ofício da modéstia, e ela parece modesta. Guiei a conversaçăo de modo que mais ouvisse que falasse, e Fidélia năo se recusou a essa distribuiçăo de papéis. Disse pouco de si e muito da gente Aguiar. Neste ponto falou com algum calor; năo me deu coisas novas, mas o que sentia dos dois foi expresso com alma. Contou-me até que entre D. Carmo e a măe dela achava semelhanças que lhe faziam lembrar alguma vez a finada, — ou seria simplesmente a afeiçăo que aquela lhe tem. Enfim, separamo-nos quase amigos.
Năo repeti ŕ gente Aguiar o que a seu respeito ouvi ŕ viúva Noronha; falei a D. Carmo nos talentos musicais da moça, e ela me confirmou que a viúva está disposta a năo tocar mais. Se năo fosse isso, pedia-lhe que nos desse alguma coisa. Ao que eu respondi:
— A própria arte a convidará um dia a tocar em casa, a sós consigo...
— Pode ser; em todo caso, năo a convidarei a tocar aqui; o aplauso podia avivar-lhe a saudade — ou, se a distraísse dela, viria diminuir-lhe o gosto de sofrer pelo marido. Năo lhe parece que ela é um anjo?
Achei que sim; acharia mais, se me fosse perguntado. D. Carmo crę na reconciliaçăo dela com o pai, e nem por isso receia perdę-la. Fidélia saberá ser duas vezes filha, é o resumo do que lhe ouvi, sem entrar em pormenores nem na espécie de afeiçăo que lhe tem. Do que ela me disse acerca do "gosto de sofrer pelo marido", concluo que a senhora do Aguiar é daquelas pessoas para quem a dor é coisa divina.
Fim de maio
Acaba hoje o męs. Maio é também cantado na nossa poesia como o męs das flores, — e aliás todo o ano se pode dizer delas. A mim custou-me bastante aceitar aquelas passagens de estaçăo que achei em terras alheias.
A viúva Noronha, ao contrário, pelo que me disse na última noite do Flamengo, achou deliciosa essa impressăo lá fora, apesar de nascida aqui e criada na roça. Há pessoas que parecem nascer errado, em clima diverso ou contrário ao de que precisam; se lhes acontece sair de um para outro é como se fossem restituídas ao próprio. Năo serăo comuns tais organismos, mas eu năo escrevi que Fidélia seja comum.
A descriçăo que ela me fez da impressăo que teve lá fora com a entrada da primavera foi animada e interessante, năo menos que a do inverno com os seus gelos. A mim mesmo perguntei se ela năo estaria destinada a passar dos gelos ŕs flores pela açăo daquele bacharel Osório... Ponho aqui a reticęncia que deixei entăo no meu espírito.